Sobre relacionamentos na era digital – Nós e o Tinder

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Nossos pés em uma obra do Museu do Inhotim

Hey pessoas que estão lendo esse post!

No fim de setembro foi nosso aniversário de namoro. Aproveitando a data comemorativa, resolvemos falar um pouco sobre esse tema.

A ideia, a princípio, seria contar para vocês como nos conhecemos. Mas aprimoramos a ideia. Decidimos que não faríamos isso de forma plana, reta. Já que, né? Aqui é o SeUniverso e sempre pensamos em formas diferentes de fazer coisas aparentemente simples!

Foi aí que tivemos a ideia de escrevermos a mesma história – sobre como nos conhecemos e o início do namoro – pelo ponto de vista de cada um.

Totalmente sem interferência! Cada um contando da forma que viu e sentiu nossos primeiros momentos juntos…

E, pra começar, primeiro o @Namorado, que promete ser breve (diferente da @Namorada… hahaha)!

Senta que lá vem a história (ou as histórias. Ou a história contada duas vezes. Ou ainda a mesma história contada por pontos de vista distintos… ENFIM, segue aí!)

 

 

@Namorado

Bom…

Fazia tempo que estava solteiro e aproveitando essa fase. Criticava todos os amigos e conhecidos que namoravam ou procuravam por relacionamento sério. Eu era aqueles solteiros bem estereotipados: eu me basto! Estou feliz assim, não quero passar por todos os problemas de relacionamento de novo…

Depois de um tempo solteiro, no meu caso 3 anos e pouco, você começa a ter umas “recaídas” e se vê imaginando: “Como seria esse domingo chuvoso caso tivesse uma namorada?”, “como seria esse passeio ou essa ida ao cinema se eu tivesse uma namorada?” e por aí vai…

Mesmo assim, eu sempre estufava o peito e dizia que isso tudo era bobagem, uma coisa criada pela burguesia para ganhar dinheiro em cima do proletariado com o dia dos namorados, natais e afins… hauhuahuauhuuauhau

Enfim, não queria me envolver mesmo! Tanto é que sempre fugia de compromissos. Quando uma ficante começava a dar indícios de que queria definir a relação, lá estava eu, fugindo. Mas sempre era sincero! Desde o inicio dizia claramente: NÃO ESTOU AQUI PARA NAMORAR!

Eis que um dia descubro um tal de aplicativo… Tinder! Que coisa incrível era esse Tinder! Que facilidade! Ele me poupava todo o trabalho de sair de casa, procurar alguém com os gostos parecidos com os meus, conversar, descobrir se a pessoa era interessante… Só me restava marcar um encontro caso tudo isso rolasse!

Claro, perdia um pouco a magia do acaso… Ou não?

Depois de muito tempo usando esse tal app, que era lotado de novinhas e demais pessoas que não batiam com minha personalidade, percebi que, no fim das contas, o que me restava era a frustração…

Até que…

Um dia corriqueiro. Sábado de manhã, se eu não me engano. Eu doente, vagando pela casa, dou like em uma das pessoas do Tinder e… Match!

Puxei assunto como sempre fazia. Na verdade, isso virava automático depois de um tempo usando o Tinder. Mas, a princípio, não fui muito com a cara da tal guria… Ela disse que eu morava longe! Uai, não quer conversar, não conversa!

SeUniverso - Tinder

Primeira conversa com a @Namorada no Tinder

Mas continuei conversando… A conversa foi ficando divertida e mais divertida e mais divertida… Até que ela me pediu o whatsapp! Fiquei super feliz com isso! Com isso e com o fato de ela ter 26 anos.

Fiquei pensando: que guria de atitude! Não ficou de frescurinhas ou joguinhos… Foi direto ao ponto! Me achou interessante e pediu meu telefone pra conversar em um ambiente melhor! Paguei pau! uahushaushuashusa!

Nesse fim de semana, conversamos quase 24h por dia! E foi assim nos dias seguintes, semanas seguintes, meses seguintes…

A guria em questão era de uma cidade a 211km de distancia da minha.

Mas depois de tantas conversas e tantas referências que ambos entenderam (Star Wars, Guia do Mochileiro das Galáxias e diversas outras), depois de tantas músicas, tantas séries, filmes e gostos em comum… Depois de tanto tempo criando um laço, mesmo que virtual, comecei cogitar a encarar a viagem de 211km para ir conhecer essa guria que tanto me chamava a atenção!

Era feriado prolongado na minha cidade. Planejei mais ou menos a viagem, conversei com ela sobre e ela topou!

Morrendo de ansiedade, saí cedinho de casa em um sábado e caí na estrada…

Cheguei lá um pouco mais cedo do que achei que chegaria. Ligo para ela dizendo que já estava na porta da casa dela. Ela, achando que eu demoraria um pouco mais, me pediu 5 minutos (depois descobri que ela saiu guardando todas as bagunças dela às pressas).

Foram os 5 minutos mais longos da minha vida…

Caramba! Como que será ver ela pessoalmente?? Será que ela vai se decepcionar? Será que eu vou me decepcionar? Será que vai rolar alguma coisa? OMG!!!! <O>

Até que ela saiu…

Fui até ela, fiz uma piada com sua altura (segredo: a @Namorada é baixinha) e nos abraçamos… Acho que ficamos uns 10 segundo ou mais abraçados… Uma química que eu não tinha sentido antes, um abraço tão gostoso… Não queria que aquele momento acabasse!

Entramos na sua casa, ficamos muito tempo conversando! Trocamos presentes!

SIM!!! A gente havia combinado de trocar presentes, sei lá por qual motivo! E foram os presentes mais legais do mundo! Um dia conto para vocês o que ganhei (e o que dei também)!

Enfim… Estava lá com ela, sentado na cama dela, conversando e rindo demais das zoeiras que um fazia com outro e pensando: caramba, preciso beijar ela… Preciso!

Mas… E se ela não quiser? E se ficar um clima estranho? Tenho ainda um fim de semana todo pela frente…

AH que seja…

Beijei!

Foi o primeiro beijo! Senti a boca dela e percebi que não queria mais parar de beijá-la… Mais uma vez, a química foi perfeita, a sintonia foi perfeita!

Tudo foi fazendo sentido, como se fosse tão certo aquilo…

Depois disso, saímos a noite, viajamos no outro dia, ela me mostrou a região onde morava… Foi um daqueles finais de semana que você nunca mais quer esquecer.

Chega então o dia de ir embora…

Acordamos cedo, a deixei no trabalho, demos um beijo e peguei a estrada…

Durante todo o caminho ficava pensando: e agora? Fodeu! Tô apaixonado! O que vou

fazer? Vou fugir como sempre faço? Vou encara esse relacionamento? Mas ela mora longe… AHHH! E agora???

Mas na verdade, percebi que era um sentimento tão leve… Parecia que tudo iria se encaixar e que daria certo no final.

E, graças a essa leveza, as dúvidas foram sumindo no caminho…

Depois de 15 dias ela foi me visitar! Pegou o ônibus até uma cidade vizinha a minha (não tem ônibus direto), e fui lá buscá-la. Passamos outro fim de semana maravilhoso juntos, e, dessa vez, eu mostrei a região onde morava pra ela.

Bom, após isso várias coisas aconteceram…

Por fim, resolvemos mudar para BH e aqui estamos, juntos!

E contando essa história para vocês…

 

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Olha a gente aí na pose TItanic… ahsuahsuhsahahsu!

 

@Namorada

Início de 2014.

Decidi seguir a onda e baixar o tal do Tinder, na expectativa de conhecer um cara legal praprosear (e que morasse perto).

O tempo foi passando e minha experiência com o aplicativo não era das melhores. Primeiro porque eu tinha a sensação de estar escolhendo fruta na feira (essa tá bonita, vai pra cesta. Essa não tá, descarto. Essa tô na dúvida, deixa eu analisar melhor…).

Segundo porque o objetivo principal (o de encontrar um cara legal que morasse perto) não era atingido.

Depois de diversas conversas iniciadas e abandonadas, quase não mais usava o Tinder. Mas, é como dizem por aí: a esperança é a última que morre.

17 de maio de 2014

Já meio desanimada, contrariada, desiludida ortograficamente e sem paciência pra iniciarconversas que não levariam a lugar nenhum, mais um match no Tinder. O gatinho barbudo, de olhos bonitos, da foto legal e dos milhares de gostos em comum, me manda um “Olá!”.

Eu respondo.

E a conversa flui.

Passamos a zoar pesadamente um ao outro, como se já nos conhecêssemos há tempos. Jogo uma referência de Star Wars. Ele entende. Meu coração acelera e minhas bochechas ficam vermelhas.

A conversa fica tão bacana que eu logo peço o whatsapp (sou dessas).

E passamos a conversar todos os dias…

Maaaaas, tinha um porém: sabe a história de que o objetivo principal ao usar o Tinder não havia sido atingido? Então. Aqui também não: o sujeito morava um cadim longe…

E eu ficava pensando: nossa, o papo é tão legal, a conversa fluí… As zoeiras são never ends, ele entende minhas referências (aquelas que mais ninguém entende), tem bom gosto musical (ao menos pra mim), dou gargalhadas olhando pra tela do celular quando converso com ele. Pena que mora longe…

Numa bela noite, meu telefone toca. Era ele. Eu estava em uma boate, doida pra sair (não sou muito fã desse tipo de ambiente) e não ouvia nada do que ele dizia. A única coisa que entendi foi: depois te explico.

Saí da boate e vi que ele havia me enviado milhões de fotos, todas de uma rua escura. Sem entender bulhufas, liguei de volta. Ele não atendeu.

No outro dia me explicou, via whatsapp, que havia bebido demais na festa de aniversario de uma amiga, saiu andando, tirando fotos da rua e resolveu me ligar. Chegou em casa, dormiu e não viu que eu tinha ligado de volta.

Dias depois eu, que quase nunca bebia nada alcoólico, bebo e ligo pra ele (parece que o álcool tinha virado uma espécie de mediador de conversas entre a gente).

A conversa foi rápida e suficiente: descobri que estava toda derretida pelo tal mocinho do Tinder. Mas, de novo: pena que mora longe. Nessa altura do campeonato, minhas amigas mais próximas já se sentiam íntimas do sujeito, mesmo sem nunca terem trocado uma palavra com ele.

Depois de muitas conversas, risadas, confidencias, novela mexicana encenada pelo whatsapp, seguiu o seguinte diálogo, iniciado por ele:

– Tal dia é feriado aqui na minha cidade. Tô pensando em viajar.

– Uai, que bacana!

– E você, o que tá pensando em fazer?

– Uai, nada. Não é feriado aqui.

– Mas eu realmente tô pensando em viajar.

– Que bom (eu, delicada como coice de mula, pensando: o que eu tenho com isso?)!

– Cê já tem algum compromisso marcado?

– Oi?

– É que eu tava pensando em viajar aí pra sua cidade…

Silêncio seguido de gritos histéricos. Uma das meninas que dividia casa comigo, fica tão histérica quanto eu.

Passam-se os dias.

30 de agosto de 2014

A campainha toca. Abro a porta e recebo o melhor abraço do mundo…

Maaaas, tinha mais um porém: ele estava com planos de mudar de país. Logo, o primeiro encontro poderia ser o último…

Mas não foi.

Quinze dias depois fui até a cidade dele. Conheci pai, mãe, irmãos, gata…

A gente se via “e a vontade crescia como tinha de ser”.

Maaaaas não queríamos nos envolver. Não estávamos “preparados”. A verdade é que estávamos mais que envolvidos, só fingíamos que não sabíamos. Tolinhos…

E, nas reviravoltas da vida, percebemos que um transbordava o outro…

O primeiro “eu te amo” é dito (tendo o álcool como mediador novamente…).

E surgem mais problemas…

A dificuldade da distância…

A dificuldade em lidar com a saudade…

As decisões dessa nada mole vida…

Depois de muita angústia, muita dúvida, muito “fodeu a vida”, o inesperado.

Ele decide ficar no país (mas não na mesma cidade).

Pediu demissão e mudou pra BH (mais perto).

Esperei meu contrato de trabalho se encerrar e também me mudei pra BH (impossível ficar mais perto).

27 de setembro de 2015

Um ano de namoro.

O primeiro ano.

O primeiro de todos.

E seremos felizes para sempre…

Com zoeiras, tretas, seriados, viagens, shows, horas sem fazer nada, N problemas (de relacionamento, familiares, financeiros)…

Mas felizes.

E com muito, muito amor…

<3

 

 

Bom, pessoas, é isso!

Às vezes a pessoa que nos transborda aparece onde menos esperamos, quando menos esperamos. O @Namorado, nunca pensou que iria namorar sério de novo, muito menos que encontraria alguém no Tinder… A @Namorada só queria alguém que morasse perto “pra perder tempo”.

E aqui estamos…

É fato: existem certas coisas que não tem como serem planejadas… O melhor em certos momentos é deixar a vida te guiar. Ficar à deriva de vez em quando faz bem e nos leva a portos que nem sabíamos que existiam.

 

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Se você tem uma história para contar para gente,  ou então se tem alguma boa experiência no Tinder, escreva nos comentários! Será muito bacana conversar com vocês!

 

Grande abraço!

 

  • Nat

    A-P-A-I-X-O-N-A-D-A por vocês! Lindos! *-*

    • http://seuniverso.com SeUniverso Blog

      Hey Nat!!
      Obrigado por acompanhar o blog! =)

  • Paula Brasiel

    Que legal isso dos dois contarem a mesma história!!! Adorei! O Tinder dá certo também né!?

    Hahahah!

    Beijo!
    http://www.bafafabypaula.com

    • http://seuniverso.com SeUniverso Blog

      É, Tinder da certo também! Mas tem que ter paciência e sorte! Muita sorte! auhsuahsuahsuhashas

      =D

  • Monique Silva

    Hahaha que delícia de história, gente!
    Beeeeeijo pros dois!

    • http://seuniverso.com SeUniverso Blog

      Hey Monique!!!
      Obrigado! =)

  • Sir

    Eu conheço bem de perto esta história….

    • http://seuniverso.com SeUniverso Blog

      E ajudou bastante o casal também! XD