Conta Comigo (Stand by Me)

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Olá, pessoas desse SeUniverso!

 

Aqui estamos de novo (depois de um breve sumiço… haha)!

Hoje, eu, a @Namorada, resolvi falar sobre um filme clássico dos anos 80, baseado em um conto de ninguém mais ninguém menos que Stephen King. O filme em questão foi dirigido por Rob Reiner (Harry e Sally: Feitos um para o outro – 1989; Questão de Honra – 1992; Meu Querido Presidente – 1995) e tem no elenco Wil Wheaton (Jornada nas Estrelas: A nova geração), River Phoenix (O Peso de um Passado), Jerry O’Connell (Joe e as Baratas), Corey Feldman (Gremlins) e Kiefer Sutherland (24 Horas).

Com as dicas mais a imagem que abre o post já descobriu de que filme estou falando? Se sim, meus mais sinceros parabéns. Se não, te conto se você prometer assistir (vai lá, quase nunca te peço nada…)!

Enfim…

A resenha de hoje será sobre o brilhante Conta Comigo!

Aliás, sugiro que você leia essa postagem ouvindo a música homônima de B.B. King, que, por sinal, é tão linda quanto o filme e faz parte da trilha sonora do mesmo.

E aqui vai um alerta: o texto que segue contém spoiler. Mas, por se tratar de um filme da década de 80, cria vergonha na cara e assista! Seja com seu namorado ou namorada ou mesmo só!

 

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Pessoal tudo novinho! ahhahaha

A princípio, Conta Comigo retrata uma pequena aventura na vida de quatro pré-adolescentes: Gordie Lachance, Chris Chambers, Vern Tessio e Teddy Duchamp.

Tudo começa quando Vern, procurando moedas que escondeu há meses embaixo da casa onde morava, ouve uma conversa entre seu irmão e um amigo. Ambos falavam sobre o paradeiro de Ray Brower, um menino que estava desaparecido há três dias. Vern descobre que seu irmão encontrou o menino, já sem vida, jogado às margens de um rio.

O aluado Verne compartilha a história com os três amigos e, acreditando que essa seria uma oportunidade de virarem heróis, os quatro amigos, que haviam acompanhando as buscas por Ray pelo rádio, munidos de muita coragem, decidem ir à floresta.

Mas tinha um porém: essa seria a primeira vez que veriam um adolescente morto. Ou mais que isso: seria a primeira vez que veriam um corpo…

Toda essa aventura nos é apresentada por Gordie já adulto. E, no decorrer da narrativa, nós, meros telespectadores, percebemos que Conta Comigo, ao contrário do que aparenta, não é um simples filme sobre aventuras juvenis.

Conta Comigo aborda temas que nos cercam mesmo depois de adultos: transformação pessoal, amadurecimento, conflitos e, principalmente, amizade. Não uma amizade qualquer, mas aquelas que temos aos 12 anos e que ajudam a definir quem nós somos aos 12 e quem seremos para o resto da vida…

 

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Acho que vi um corpo…

Conta Comigo também fala de nostalgia. Ao terminar o filme (e sempre que termina, choro), lembrei, saudosista, dos meus 12 anos. Lembrei de mim aos 12 anos e dos meus amigos aos 12 anos.

Como os personagens do filme, cresci em uma cidade muito pequena e vivia me perguntando se um dia sairia de lá “pra ser alguém na vida” (com todas as aspas que carece a expressão…).

Sai. Estudei. Me formei. Hoje, moro na maior cidade do meu estado, a sexta maior do país. Mas quem eu sou, meu caráter, minha personalidade ainda tem – e sempre terá –muito daquela menina do interior que, aos 12 anos, brincava de casinha com as primas debaixo de um pé de manga e passava os domingos brincando na rua da casa dos avós (Casa de vó é sempre domingo!)…

Muito de mim ainda tem traços daquela menina de 12 anos que via, assustada, o corpo começar a se transformar e era obrigada a lidar com as piadinhas sobre os pelos que cresciam. Muito de mim ainda tem traços daquela menina que preferia jogar adedonha/adedanha/stop e roubar jabuticaba do vizinho, do que falar sobre os namoradinhos que não tinha…

Naquele tempo era preciso muito pouco pra se divertir.

Aliás, acredito que só a companhia dos amigos já era diversão suficiente… 

Conta Comigo me fez revisitar cada uma dessas memórias. E, com elas, vieram as lembranças de todos os meus amigos…

Ao longo da vida, amizades foram e vieram. Muitas pessoas passaram por mim. Inúmeras. Algumas me ensinaram muito. Outras nem tanto…

Mas as memórias mais vívidas foram dos amigos que tive aos 12 anos. Alguns continuam lá, na pequena e pacata cidade em que nasci. Outros têm o mundo como casa. Tenho contato com a maioria, apesar de ser amiga de poucos. Na verdade, quase todos são estranhos conhecidos que acompanho pelas redes sociais…

Contudo, todos os meus amigos aos 12 anos tem algo em comum: foram meus professores. Cada um, em determinada medida, me ensinou a lidar com as expectativas da vida e com o adolescer que nem sempre é fácil.

Prepararam-me para a vida.

Acolheram-me nas mais diversas situações, principalmente naquelas em que eu não fazia ideia de como agir. Mostraram-me como reagir diante das zombarias da vida, muitas vezes provocadas por eles próprios.

Já naquela época, demonstraram que família vai além de laços sanguíneos…

Mas não. Não me dei conta disso aos 12 anos, obviamente. Foram necessárias algumas sessões de Conta Comigo e uma dose extra de maturidade para que eu conseguisse entender que, independente do lugar onde eu vá morar, sempre serei aquela menina alegre do interior.

E demorou mais ainda pra eu perceber, melancolicamente, que “eu nunca mais tive amigos como os que tinha aos 12 anos de idade”…

 

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Curiosidades:

1 – O conto que deu origem ao filme chama-se “O Corpo”. No Brasil, ele encontra-se no livro “Quatro Estações”, com o título “O Outono da Inocência – O Corpo”.

2 – Conta Comigo, apesar da quantidade enooorme de palavrões, foi um clássico da Sessão da Tarde nos anos 90. Depois de assistir ao filme, o @Namorado e eu ficamos nos perguntando como nossos pais permitiam que o assistíssemos (a mesma pergunta de quando ouvimos Mamonas Assassinas, por exemplo).

3 – Os palavrões eram tantos que Jerry O’Connell ficou impressionado ao saber que poderia falar todos eles, apesar da idade.

4 – Por considerar que os jovens atores não estavam emocionados o suficiente na cena do trem, Reiner (diretor) gritou com eles diversas vezes, até que eles se mostraram assustados o suficiente.

5 – Os cigarros fumados pelos quatro pré-adolescentes no decorrer do filme foram feitos de folhas de repolho.

6 – Os quatro atores mirins não puderam ver o corpo de Ray Brower até que a cena fosse filmada, o que garantiu que garantiu genuinidade na reação dos atores.

7 – A princípio, o nome do filme também seria “O Corpo”, assim como no conto. Mas, ao escolherem a música Stand By Me para os créditos, o título do filme foi alterado.

8 – Stephen King, em entrevista, revelou que, quando criança, a cena dos sanguessugas de fato ocorreu com ele.

9 – Kiefer Sutherland zoava com os quatro adolescentes fora das gravações. De acordo com ele, era para manter o clima e não atrapalhar as filmagens.

10 – Corey Feldman e Rob Reiner treinaram a risada de Teddy Duchamp até que ela se parecesse com a descrita no conto de King.

 

Dica: Se você é como eu e o @Namorado e gosta de colecionar as coisas, você pode comprar o filme aqui ou se você quer apenas assistir, é só ir no Netflix!

 

Bom, é isso aí!

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  • Paula Brasiel

    Já vi muito esse filme!!! A cena da sanguessuga é clássica!!! Adorei a reflexão feita!!! Me deu até vontade de assistir de novo!

    Beijos!
    http://www.bafafabypaula.com

    • http://seuniverso.com SeUniverso Blog

      É muito boa! aushuahshuashuas!
      Assista sim! Vale muito a pena!
      Se você assistiu pela última vez quando criança, vai ver com outros olhos agora!

      Obs: Tem no Netflix!